quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Resenha: Cidades de Papel - John Green


Estou feliz, porque fazer resenha de livros do John Green (pra mim) é sempre maravilhoso, sou muito fã do autor e meu sonho é conhecer ele um dia (pronto, falei!).

O nosso querido John Green tem o poder de me tornar lésbica nos livros dele, aconteceu com Quem é Você Alasca?, e aconteceu com Cidades de Papel também. Não sei se era pelo fato de que eu comecei a ler o livro uma semana depois que eu tinha lido Quem é Você Alasca? e eu estava naquele momento de amor pela a Alasca e de repente eu fiquei vidrada na protagonista Margo Roth Spiegelman. Sem mais delongas..


O livro conta a história de Quentin Jacobsen que gosta de ser chamado de Q, ele esta em seu ultimo ano da escola e é completamente apaixonado pela a sua vizinha desde a infância Margo que ao decorrer do livro você entenderá o porque dele ser apaixonado por ela (pois até eu fiquei). John Green nesse livro aparentemente mesmo sendo histórias bem diferentes, a protagonista é um pouco parecida com Alasca, de seu jeito destemido e completamente charmosa. A história já começa bem curiosa, com um mistério bem interessante e você vai até o final do livro para descobrir o porque de Margo fazer certas coisas (não vou contar, porque o livro é muito bom e quero que leiam para descobrir, então serei uma pessoa sem spoilers nesse post, ou pelo menos eu irei tentar), os dois se conhecem desde os seus 2 anos de idade e já começaram a se aventurar quando tinham 9 anos de idade, onde em seu passeio de bicicleta no parque encontram um cara conhecido morto, então Margo conclui que os fios do cara morto tinham se arrebentado, Q acredita. Porem depois daquele dia, os dois se afastaram por um bom tempo, mas o seu amor platônico por Margo não mudou nada, apenas os dois seguiram caminho bem diferente. 

Um certo dia Margo aparece na janela do quarto de Q, falando que iria fugir naquela noite, e pergunta de Q não gostaria de acompanha-la e ele simplesmente aceita. Margo descobriu que seu namorado a havia traído com uma de suas amigas, e então ela bola um plano para se vingar de seu ex namorado, a melhor amiga, a ex amiga e todas as pessoas que sabiam sobre o caso e não haviam lhe contado. Nessa aventura toda, ela apronta demais com seus ex amigos e ainda pergunta se Quentin não tem um inimigo a qual ele queira se vingar naquela noite. Eles invadem o Sea World e se divertem muito, e claro que Q apaixonado como é, percebe que aquela foi a noite mais maravilhosa que passou ao lado de sua amada. Porem no dia seguinte, Margo desaparece completamente de casa, não sendo sua primeira vez em fuga, mas sua mãe conta que antes dela desaparecer por alguns dias, ela deixa uma pista, sendo em qualquer lugar (quando era mais nova, deixou em sua sopa de letrinhas, GENIAL!!), então Quentin resolve que vai procurar essa pista a qual ela deixou para poder assim, encontrar a sua amada, e com isso pede a ajuda de seus dois melhores amigos Ben e Radar (todos os personagens desse livros são bem doidos e divertidos e qual me fez gargalhar muito com eles), nesse livro o elenco se completa, todos os personagens são geniais, e com certeza John Green se superou e muito. 

O final desse livro em sí eu achei genial, pois não tem como você desgrudar da história, ela te leva até o final e você quer realmente saber o paradeiro de Margo junto com o Q e sua turma, e muitas coisas eles tem de passar e pesquisar para descobrir qual foi a pista deixada pela senhorita Spiegelman (chique esse sobrenome). O final do livro não foi aquela coisa que a gente já espera pelo final, eu lia acreditando que seria aquele final que todos esperam, e não foi. Descobrir o que realmente Margo sentia, e quem ela realmente era, é simplesmente de se apaixonar

Conclusão: O livro retrata de que não importa da condição financeira, de como é tratada dentro de casa, e sim importa a quem realmente você é, e quer ser, Querer se descobrir de uma maneira sua e única, passar por barreiras para saber realmente como é a vida sozinha, e como poder enfrenta-la. Escrevendo, lendo se aventurando e principalmente.. vivendo! Afinal, somos pessoas de papel? ou somos quem queremos ser?